: Policiais militares suspeitos de participação em chacina em Manaus foram presos em 2022
A Justiça do Amazonas emitiu uma decisão que determina a suspensão dos policiais militares acusados de envolvimento em uma chacina que resultou na morte de quatro pessoas em Manaus, ocorrida em dezembro de 2022. O juiz de direito Lucas Couto Bezerra, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, assinou a sentença, que não apenas afasta os PMs de suas funções, mas também interrompe o pagamento de seus salários. Os corpos das vítimas foram descobertos em um carro no ramal Asa Branca, na AM-010.
Além da suspensão dos salários, o magistrado determinou a adoção de outras medidas cautelares contra os policiais militares. Entre elas estão o recolhimento dos armamentos e materiais bélicos institucionais, a apreensão das carteiras de identidade dos PMs, o recolhimento dos fardamentos, a suspensão dos portes de armas institucionais e o bloqueio e cancelamento de Serviços Extra Gratificados.
Na fundamentação da decisão, o juiz argumentou que os PMs não estão exercendo funções militares nem de natureza ou interesse militar, devido ao afastamento do serviço ativo da Polícia Militar do Amazonas. A suspensão dos salários visa reforçar a incompatibilidade entre as atividades dos acusados e a natureza militar, destacando a gravidade das acusações que recaem sobre os envolvidos na chacina.
A comunidade aguarda agora o desdobramento do caso, enquanto as medidas cautelares impostas buscam assegurar a integridade do processo judicial e evitar qualquer interferência dos acusados no andamento das investigações.
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