Os jovens de até 19 anos são os principais responsáveis pela alta adesão à nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), somando 7,2 milhões de emissões, o equivalente a 34% do total. O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) divulgou os dados ontem (10) e apontou que a familiaridade com novas tecnologias e a necessidade de obter o primeiro documento com foto impulsionam essa tendência. Estados como Pernambuco (48,09%), Rio de Janeiro (46,35%) e Acre (42,46%) registram os maiores índices de emissão para essa faixa etária.
Casos como o de Arthur e Beatriz Amâncio, de dois e seis anos, ilustram essa realidade. O pai das crianças, o engenheiro civil Rafael Amâncio, destacou que a CIN foi essencial para abrir contas bancárias e tirar passaportes para os filhos. Além disso, a praticidade da versão digital também atrai os mais velhos, como o universitário Bernardo Melo, 19, que trocou o RG desgastado pela CIN e elogiou a integração com o aplicativo GOV.BR. "Facilita muito. Se precisar da identidade e não estiver com a carteira, o celular resolve", comentou.
Além do número único baseado no CPF, a nova identidade traz avanços como biometria facial, QR Code para autenticação e integração de outros documentos. O governo também trabalha na implementação da Infraestrutura Pública Digital (IPD), que permitirá acesso automatizado a serviços públicos, garantindo maior segurança e eficiência na identificação dos cidadãos.
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