Kokichi Akuzawa, nascido em 1923, alcançou o topo no último dia 5 de agosto. Fazendo aposentado da região de Gunma, no centro do Japão, ele realizou a façanha apesar de enfrentar problemas de saúde ao longo do ano, incluindo uma queda em janeiro, herpes-zóster e insuficiência cardíaca, que o levou à internação.
“A recuperação foi tão rápida que os médicos não conseguiam acreditar”, relatou a filha dele, Yukiko, de 75 anos, à agência de notícias France-Presse (AFP). Para se preparar, Akuzawa mantinha uma rotina rigorosa: acordava cedo para caminhadas de uma hora e escalava montanhas quase semanalmente. Como presidente honorário do Clube de Montanhismo de Gunma, ele já havia escalado o Monte Fuji aos 96 anos e, em 2022, conquistou o Nabewariyama, de 1.272 metros, para comemorar seus 99 anos.
A escalada ao Monte Fuji, iniciada em 3 de agosto pela rota Yoshida, a mais acessível das quatro rotas disponíveis, foi dividida em três dias, com duas noites em abrigos. Apesar de condições climáticas favoráveis, Akuzawa enfrentou frio, ventos fortes e os desafios da alta altitude, como a queda na pressão atmosférica. No terceiro dia, próximo à nona estação, ele quase desistiu, mas foi incentivado por sua outra filha Motoe, de 70 anos, a continuar. “Ela me disse para dar um passo de cada vez”, contou ele, segundo o Guinness. Akuzawa chegou ao cume. “Foi difícil, bem diferente da última vez. Estou impressionado por ter chegado ao topo. Não teria conseguido sem a ajuda de todos”, declarou à AFP. Ele foi acompanhado por uma equipe, incluindo uma neta, que é enfermeira.
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