Kenjiro Fukuda e sua equipe do Thin-Film Device Laboratory, da gigante japonesa de pesquisa Riken, desenvolveram uma película flexível de células solares com 4 micra de espessura, que equivale a cerca de 1/25 de um fio de cabelo e que pode ser instalada no abdômen do inseto.
Essa película permite que a barata se mova livremente, enquanto a célula fotovoltaica gera energia suficiente para o processamento e envio dos sinais direcionais para órgãos sensoriais da parte de trás do inseto.
O próximo desafio é miniaturizar os componentes para que os insetos possam se mover com mais facilidade e permitir a montagem de sensores e até câmeras. Kakei disse que gastou cerca de US$ 35 dólares para montar a mochila ciborgue, que usa peças compradas no famoso distrito eletrônico de Akihabara, em Tóquio.
A mochila e a película podem ser removidas, permitindo que as baratas voltem à vida no terrário do laboratório. Os insetos vivem até cinco anos em cativeiro. Além do resgate por meio de insetos, Fukuda vê amplas aplicações para a película de células solares, composta por camadas microscópicas de plástico, prata e ouro. O material pode ser embutido em roupas ou adesivos de pele para uso no monitoramento de sinais vitais, por exemplo.