As tensões militares entre China e Japão atingem seu ponto mais alto em mais de uma década, colocando a ilha japonesa de Yonaguni, a apenas 110 quilômetros de Taiwan, na linha de frente dessa disputa estratégica. Desde a visita da então presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, a Taipei em 2022, que provocou exercícios militares chineses próximos à ilha, Tóquio acelerou um dos maiores reforços de defesa dos últimos 40 anos.
Ao longo das ilhas Ryukyu, o Japão instala rapidamente baterias de mísseis, radares, depósitos de munição e outras estruturas de combate, ampliando sua preparação para um possível conflito na região. Em Kyushu, caças F-35, mísseis de longo alcance e o fortalecimento da Brigada de Implantação Rápida Anfíbia reforçam a estratégia japonesa de dissuasão.
A ofensiva militar japonesa ocorre em meio ao aumento da pressão de Pequim sobre o governo da primeira-ministra Sanae Takaichi, após declarações sobre a possibilidade de mobilização das forças japonesas caso a China tente tomar Taiwan. O clima se intensificou no último fim de semana, quando um caça chinês travou o radar de mira em aeronaves japonesas, elevando o risco de incidentes.
Especialistas afirmam que o Exército de Libertação Popular continua ampliando sua capacidade de intimidar ou forçar Taiwan. Para o ex-tenente-general Koichi Isobe, Japão, Estados Unidos e aliados ocidentais devem demonstrar determinação contra qualquer tentativa chinesa de alterar o status quo, num momento em que erros de cálculo podem desencadear uma crise maior na Ásia.
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