Segundo os investigadores dos processos cognitivos, o "jamais vu" pode ser um sinal da mente de que alguma coisa ou situação se tornou automática. Ele pode acontecer, por exemplo, quando um músico experiente esquece como tocar uma música que conhece bem ou quando esquecemos de uma rota que percorremos frequentemente.
O déjà vu e o jamais vu foram estudados por cientistas da Universidade de Grenoble, na França, e da Universidade de St. Andrews, na Escócia. Eles acreditam que as duas situações ocorram quando há uma espécie de processamento errado das memórias pelo cérebro.
“O fenômeno surge quando a parte do cérebro que detecta a familiaridade se dessincroniza com a realidade. Déjà vu é o sinal que alerta para essa estranheza: é uma espécie de 'verificação de fatos' do sistema de memória”, afirmaram Akira O'Connor, da Universidade de St. Andrews, e Christopher Moulin, da Universidade de Grenoble.
Para entender o jamais vu, eles conduziram um experimento com 94 pessoas que recebiam o comando de escrever as mesmas 12 palavras várias vezes. Foi também pedido aos voluntários que fizessem isso com muita rapidez e depois descrevessem como se sentiam.
Na maior parte das respostas, os voluntários descreveram a sensação como "estranha". Isso costumava acontecer ao fim de 33 repetições da mesma palavra. O que as pessoas relataram era que, quanto mais olhavam para as palavras, mais elas pareciam desconhecidas.
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