O Ministério das Relações Exteriores reiterou nesta semana que permanece em vigor, desde outubro de 2023, o alerta consular que desaconselha viagens não essenciais de brasileiros a Israel. O aviso foi emitido após os ataques do grupo Hamas ao território israelense, o que desencadeou uma forte reação militar do governo de Benjamin Netanyahu contra a Faixa de Gaza. Desde então, mais de 1.400 brasileiros e familiares foram evacuados com apoio do governo federal.
Na última semana, dois grupos de autoridades municipais e estaduais brasileiras que estavam em Israel para uma feira de tecnologia e segurança ficaram retidos no país após o início de uma nova escalada no conflito, envolvendo ataques israelenses ao Irã e mísseis iranianos atingindo Tel Aviv e Jerusalém. Com o fechamento do espaço aéreo, o retorno ao Brasil foi comprometido. O Itamaraty confirmou que parte dos gestores cruzou a fronteira até a Jordânia e seguirá viagem para a Arábia Saudita, de onde retornarão em voo particular.
Entre os brasileiros que já deixaram Israel estão prefeitos e secretários de cidades como Belo Horizonte, Macaé, João Pessoa e Nova Friburgo. No entanto, outras 27 autoridades ainda permaneciam em solo israelense até a tarde desta segunda-feira. O governo israelense propôs uma nova evacuação por via terrestre até a Jordânia, e o Itamaraty informou que segue em contato com autoridades locais para viabilizar o retorno seguro de todos os brasileiros.
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