Um estudo divulgado no último domingo, 4 pelo Instituto Superior para a Proteção e a Pesquisa Ambiental (Ispra) revela que a Itália perde 2 metros quadrados de solo a cada segundo. De acordo com os dados divulgados por ocasião do "Dia Mundial do Solo", celebrado anualmente em 5 de dezembro, em 2021, a média foi de 19 hectares de solo perdidos por dia, o maior índice dos últimos 10 anos.
O solo perdido na Itália desde 2012 até hoje teria garantido a infiltração de mais de 360 milhões de metros cúbicos de águas pluviais que, permanecendo nas superfícies impermeabilizadas por asfalto e concreto, não estão mais disponíveis para recarga dos lençóis freáticos, agravando também o risco hidráulico dos territórios que provocou 438 mortes na Itália, de 2000 a 2019.
Segundo o líder da ONG em prol do meio ambiente, "para não repetir outros dramas como o de Ischia, a última coisa que temos a fazer é continuar construindo". No entanto, os dados oficiais apontam que em 2021 a Itália atingiu o pico de superconstrução nos territórios nos últimos 10 anos. O WWF Itália, inclusive, fez um pedido ao Parlamento e ao governo para aprovar uma legislação que impeça novas construções em áreas livres, estimulando a recuperação daquelas já ocupadas e degradadas.