O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou nesse domingo (17), durante reunião de gabinete, que encerrar a guerra agora significaria “repetir os horrores de 7 de outubro” e levar Israel a um conflito interminável. A declaração veio em meio ao aumento da pressão popular: milhares de israelenses foram às ruas exigindo um acordo para libertar os reféns ainda em poder do Hamas e o fim imediato da ofensiva em Gaza.
A mobilização ganhou força com o início de uma greve nacional apoiada por dezenas de municípios, universidades, empresas de tecnologia e outras instituições, que permitiram a adesão de funcionários aos protestos. Ao longo do dia, estão previstas manifestações em cruzamentos estratégicos, bloqueios de estradas, marchas e comboios em várias cidades do país. As famílias dos reféns lideram os atos, denunciando a prioridade dada pelo governo à intensificação militar em vez de negociações pela libertação.
Segundo autoridades israelenses, 50 reféns permanecem em Gaza, mas apenas 20 estariam vivos. A guerra, iniciada após o ataque do Hamas em outubro de 2023 que deixou mais de 1.200 mortos em Israel e 251 sequestrados já resultou na morte de mais de 60 mil palestinos, segundo autoridades de saúde locais. O impasse agrava a crise política e social em Israel, enquanto cresce a pressão internacional por um cessar-fogo.
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