Israel e Hamas começaram hoje em El Cairo uma semana crucial de negociações, mediadas por Egito, Qatar e Estados Unidos, para definir o possível canje de 48 reféns detidos pelo grupo palestino por cerca de 250 presos palestinos com prisão perpétua e 1.700 gazatíes detidos desde o ataque que completa dois anos nesta terça-feira.
O desfecho do diálogo determinará não apenas os termos da troca, mas também se a Faixa de Gaza seguirá para uma trégua ou se Israel retomará a ofensiva terrestre em Gaza, atualmente suspensa a pedido do presidente dos EUA, Donald Trump.
Enquanto Israel mantém cinco divisões na Faixa de Gaza, adotando postura defensiva e ataques aéreos pontuais, Hamas denuncia a continuação da “brutal agressão” israelense, com pelo menos 16 mortes nos últimos ataques, incluindo cinco na Cidade de Gaza. O grupo palestino viaja à capital egípcia liderado por Jalil Al Hayya, que sobreviveu a um ataque aéreo israelense em Doha, e reafirma reservas sobre pontos do plano de Trump, como o prazo de entrega dos reféns, o desarmamento e a gestão internacional da região após a trégua.
O governo israelense, representado pelo chefe negociador Ron Dermer e sua equipe em Jerusalém, aguarda avanços antes de se deslocar a El Cairo, enquanto Trump divulga o mapa de retirada militar e condiciona a trégua à aceitação do acordo por Hamas. Autoridades israelenses e familiares dos reféns mantêm expectativas cautelosas, com reuniões técnicas envolvendo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, que reforçam a esperança de que o impasse de dois anos possa finalmente avançar para a entrega dos detidos.
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