O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, terá de comparecer três vezes por semana a partir de novembro em seu julgamento por corrupção, de acordo com a decisão tomada ontem (12) pelo tribunal que o julga, “pela necessidade de avançar o julgamento”, após as recorrentes audiências canceladas nos últimos meses por diferentes motivos.
Segundo informou à Agência EFE um porta-voz dos tribunais israelenses, a decisão indica que a partir de 2 de novembro o julgamento será retomado em sessões de domingo a quarta-feira e que em três desses dias o primeiro-ministro, acusado dos crimes de suborno, fraude e abuso de confiança, terá de prestar depoimento.
Em julho, o tribunal cancelou vários comparecimentos de Netanyahu depois que seu advogado alegou problemas de saúde e devido aos bombardeios que Israel estava lançando contra a Síria por conta dos confrontos que eclodiram entre beduínos e drusos na cidade síria de Al Sueida.
No final de junho, os juízes também suspenderam seu depoimento após um pedido direto do premiê, que alegou questões diplomáticas e de segurança nacional, e depois que o presidente americano, Donald Trump, também fez um apelo nas redes sociais.
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