Os mediadores das negociações por um cessar-fogo entre Israel e Hamas aguardam a resposta de Tel Aviv a uma nova proposta de trégua de 60 dias na Faixa de Gaza, apresentada nessa terça-feira (19). O Hamas já aceitou o plano, que prevê a libertação de reféns israelenses em duas etapas em troca de prisioneiros palestinos. O Egito e o Qatar lideram a mediação, com apoio dos Estados Unidos, enquanto cresce a expectativa por uma decisão do governo de Binyamin Netanyahu.
Apesar da abertura demonstrada pelo grupo palestino, Israel mantém exigências rígidas, entre elas a libertação imediata de todos os reféns e o desarmamento do Hamas condição rejeitada pela facção, que alega só aceitar tal medida após a criação de um Estado palestino. Internamente, Netanyahu enfrenta forte pressão: familiares de reféns exigem um acordo imediato, enquanto aliados de extrema direita alertam que ceder ao Hamas seria “uma tragédia”.
Enquanto a resposta oficial não vem, os combates continuam. Testemunhas relatam intensos bombardeios no bairro de Zeitoun e ataques de drones em Sabra, que deixaram novas vítimas nesta terça-feira. De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, mais de 62 mil pessoas, a maioria civis, já morreram desde o início da guerra, em outubro de 2023. O cenário agravaa a pressão internacional sobre Israel, que deve anunciar sua posição sobre a proposta ainda nesta semana.
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