Israel oficializou ontem (3) a estatização de uma área de mais de 12,7 km² na Cisjordânia ocupada. Segundo a ONG Peace Now, que monitora a expansão dos assentamentos israelenses no território palestino, trata-se do maior terreno contíguo a ser apreendido pelo Estado judeu ali em mais de 30 anos.
Na prática, a medida busca permitir a expansão da ocupação de Israel pela região, uma vez que impede que palestinos sejam proprietários da área e permite que ela seja arrendada para israelenses.
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, reforçou na quarta-feira (1º) que a guerra na Faixa de Gaza só vai terminar com a destruição do Hamas após uma reportagem do jornal americano The New York Times afirmar que generais ouvidos sob anonimato querem um cessar-fogo.
"Fontes anônimas afirmaram ao New York Times que Israel estará pronto para acabar com a guerra antes que todos seus objetivos sejam alcançados", disse o premiê em um vídeo publicado na rede social X. "Não sei quem são essas fontes anônimas, mas estou aqui para deixar bem claro: isso não vai acontecer."
"Não vamos nos render aos ventos do derrotismo, nem no The New York Times nem em qualquer outro lugar. Somos inspirados pelo espírito de vitória", concluiu.
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