O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, afirmou que o Irã está explorando formas de transformar seu material nuclear enriquecido em armamento, o que poderia desestabilizar o Oriente Médio. Segundo ele, a ameaça exige uma resposta urgente, e uma intervenção militar deve permanecer como opção caso as tentativas diplomáticas falhem. Sa’ar alertou que a inação pode levar a uma corrida nuclear na região, com reações de países como Egito, Arábia Saudita e Turquia.
A declaração ocorre enquanto o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu busca apoio dos EUA, onde o assessor de segurança nacional, Mike Waltz, afirmou que "todas as opções estão na mesa" para conter o avanço nuclear iraniano. Além disso, Israel expressou preocupação com o contrabando de armas iranianas para a Cisjordânia, que, segundo Sa’ar, visa alimentar conflitos na região.
O alerta de Israel sobre o Irã acontece em meio a tensões diplomáticas com a União Europeia (UE). Durante uma votação na ONU sobre a guerra na Ucrânia, Israel se absteve, alinhando-se aos EUA, Rússia, Belarus e Coreia do Norte. A decisão gerou críticas de países como Irlanda, Espanha e Bélgica, que já questionam a operação militar israelense na Faixa de Gaza. Apesar das divergências, Sa’ar afirmou que o diálogo com Bruxelas tem sido “construtivo e honesto”, enquanto Israel busca manter boas relações estratégicas no cenário internacional.
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