O governo de Israel alertou ontem (29), para o risco iminente de uma guerra em múltiplas frentes, após sofrer novos ataques de mísseis disparados pelos rebeldes Houthis a partir do Iêmen. O sistema de defesa Arrow foi acionado para proteger o sul do país, mas as autoridades israelenses afirmaram que a estratégia de contenção pode dar lugar a ofensivas diretas contra os agressores em qualquer ponto do Oriente Médio.
A inteligência de Israel sustenta que os ataques são coordenados pelo Irã, que utilizaria seus aliados no Líbano (Hezbollah), Síria e Iêmen para criar um cerco militar e exaurir os recursos de defesa do país. Esse cenário de “guerra de desgaste” é visto como uma tentativa de desestabilizar a região e forçar Israel a lutar em várias direções simultaneamente, o que aumenta a complexidade de qualquer operação de segurança.
A escalada mobilizou os Estados Unidos, que ampliaram a patrulha naval no Mar Vermelho para proteger as rotas de navegação internacional. O temor da comunidade internacional é que o conflito se expanda para além das fronteiras atuais, impactando o comércio marítimo global e forçando uma intervenção de larga escala das Nações Unidas para evitar um colapso diplomático total entre as potências regionais.
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