Isaac Benayon Sabbá (1907–1996) foi um dos maiores industriais e empresários do Brasil no século XX, amplamente reconhecido como o homem mais rico do Amazonas em sua época. Apelidado de “Rei da Amazônia” e “o Mauá Amazônico”, ele construiu um império com mais de 40 empresas e foi o grande pioneiro da industrialização na região. Sua trajetória de sucesso destaca-se por diversos marcos e negócios:
Início e Ascensão: Filho de imigrantes judeus marroquinos, nascido em Belém, mudou-se para Manaus em 1922. Começou trabalhando como auxiliar de escritório e, em 1930, fundou sua própria empresa, inicialmente focada no comércio e exportação de borracha.
O Império I.B. Sabbá: Formou um conglomerado de 41 empresas que atuavam desde o refino de petróleo até navegação e representações comerciais. Ele possuía uma franquia singular com a multinacional Shell, sendo os postos na região nomeados "Shell Sabá" — a única vez no mundo em que a marca usou outro nome em sua rede.
A Refinaria de Manaus (COPAM): Seu maior e mais ousado empreendimento foi a fundação da Companhia de Petróleo da Amazônia (COPAM) em 1957, inaugurada com a presença do então presidente Juscelino Kubitschek. Foi a primeira refinaria privada do país construída na Amazônia. [1, 2, 3, 4, 5]
Sua visão empreendedora transformou a matriz econômica local, criando as bases para a modernização industrial e comercial do estado. O legado de suas obras e contribuições para o desenvolvimento da região continua sendo um marco na história econômica do Norte do Brasil. Mais detalhes sobre sua biografia podem ser lidos na Wikipedia. [1]
Saiba mais sobre Isaac Sabbá, o Rei da Amazônia
Anúncio de compra de couro e peles / Revista da Associação Comercial do Amazonas, 1933
O negócio mais ousado da família foi quando a Copam construiu a Refinaria de Manaus. A unidade entrou em operação em 1956 e foi inaugurada no ano seguinte, com a presença do então presidente da República, Juscelino Kubitschek.
Uma reportagem do Los Angeles Times, de 1972, chega a mencionar Isaac como o “Rei da Amazônia“. Em 1974, durante a ditadura, a Petrobras adquiriu a empresa de Sabbá. A refinaria leva o nome, desde 1996, de Isaac Sabbá, em homenagem a seu fundador.
O pai de Eduardo, Nissim Pazuello, comandava também a Companhia Navegação das Lagoas (CNL), uma das que expandiram dos rios da Amazônia para o Oceano Atlântico, do Rio de Janeiro ao Recife, o território empresarial da família.
A CNL, vendida no início deste século, chegou no Porto de Santos em 1982, já durante o governo de João Baptista Figueiredo. Mas o outro centro financeiro – e afetivo – da família era mesmo o Rio de Janeiro, onde Eduardo Pazuello se formou, em Resende, na Academia Militar das Agulhas Negras.
Em 2019, o conselho de administração da Petrobras apresentou um plano de venda da refinaria em Manaus, que, desde os anos 2000, opera com capacidade de processamento de 7,3 milhões de litros de petróleo por dia.
Apesar de deixarem o negócio de refinamento, os Sabbá continuaram no negócio de distribuição de combustíveis, associados com a Shell. No setor, a família de Pazuello é dona de postos de gasolina, de Manaus a Boca do Acre, no sudoeste do Amazonas.
Família mantém escola de equitação em Manaus
Sem citar os negócios da família, o ministro já mencionou sua ligação com Manaus em entrevistas dadas na cidade. Afirmou que, apesar de ter nascido no Rio de Janeiro, foi criado na periferia da capital amazonense.
Refere-se, na verdade, ao bairro Adrianópolis, antiga Vila Municipal, área nobre de Manaus. A fazenda em que o general foi criado se tornou o haras da família, frequentado por militares para treinamento. O local ainda pertence ao clã e hoje é chamado Escola de Equitação Nissim Pazuello, voltado também para crianças – e está em plena atividade durante a pandemia.
Essa foi a única das empresas do grupo que respondeu aos telefonemas feitos pela reportagem. Em um deles, a pessoa que atendeu ficou de passar o pedido de entrevista para “o secretário da família”. Os pedidos de entrevista foram também feito eitos, desde a semana passada, para o Ministério da Saúde. Ainda não houve retorno.
Uma das companhias comandada pelo pai de Samuel, Isaac, era a Agroindustrial Compensa, do setor de madeira compensada, criada em 1959 em Manaus, em parceria com Nissim Pazuello.
Em 1994, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, a empresa ainda obtinha recursos do Fundo de Investimentos da Amazônia (Finam), no âmbito da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Dois anos depois, foi vendida para uma estatal chinesa.
Outra das empresas de Issac Sabbá com sede em Manaus era a Fiação e Tecelagem de Juta Amazônia S/A. Em 1966, durante o governo Castelo Branco, quando Eduardo Pazuello era um menino de 3 anos, ela abriu uma filial em Taubaté (SP). A cidade ficou conhecida por uma personagem de Luis Fernando Verissimo, a Velhinha de Taubaté, a última pessoa no Brasil que acreditava nas ações do governo.
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