Autoridades iranianas apresentaram seis condições para a reabertura total do Estreito de Ormuz, em uma mudança nas negociações envolvendo a navegação pela importante rota marítima. Entre as exigências estão o fim definitivo da guerra contra o Irã e seus aliados regionais, o encerramento de ameaças e insultos contra o país e a retirada das forças militares dos Estados Unidos das proximidades do território iraniano.
Teerã também exige o fim do bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos, o pagamento de indenizações pelos danos causados durante os conflitos deste ano e de junho de 2025, além do levantamento das sanções contra a República Islâmica e da liberação de ativos iranianos congelados no exterior. As condições foram apresentadas por Mohammad Bagher Zolghadr, ex-integrante do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, que assumiu posteriormente a função de assessor do líder supremo Mojtaba Khamenei.
O Irã afirma que a gestão futura do Estreito de Ormuz será tratada em um acordo bilateral com Omã. Segundo autoridades dos dois países, as negociações estão avançando e podem resultar na substituição das rotas marítimas utilizadas anteriormente. O estreito é uma das principais vias de transporte de energia do mundo, e sua situação tem impacto direto sobre a segurança regional e o mercado internacional de petróleo.
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