O governo do Irã afirmou ontem (6) que ainda avalia a nova proposta apresentada pelos Estados Unidos para encerrar a guerra no Golfo, mas classificou parte dos termos como “inaceitáveis”. Segundo a agência iraniana Tasnim, uma fonte ligada ao governo declarou que o uso de ameaças por parte dos EUA “é ineficaz” e pode agravar ainda mais a crise. O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que Teerã só aceitará um acordo “justo e abrangente” que preserve os direitos e interesses do país.
A proposta americana, divulgada pelo site Axios e confirmada por fontes ouvidas pela Reuters, prevê um memorando de 14 pontos para encerrar oficialmente o conflito iniciado em fevereiro. O texto inclui discussões sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, suspensão de sanções econômicas e limitações ao programa nuclear iraniano. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a anunciar uma pausa temporária em operações navais americanas na região para favorecer as negociações.
Apesar do avanço nas conversas, parlamentares iranianos afirmaram que o documento representa mais “uma lista de desejos dos americanos” do que um acordo viável. O Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo, segue praticamente bloqueado desde o início da guerra, provocando impactos no mercado internacional de energia. Segundo fontes diplomáticas, o Paquistão continua atuando como mediador nas negociações entre Washington e Teerã.
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