A Prêmio Nobel da Paz 2023, Narges Mohammadi, recebeu uma nova condenação de sete anos e meio de prisão em um tribunal de Mashhad, no Irã, conforme confirmado por seu advogado ontem (09). A ativista, de 53 anos, foi sentenciada a seis anos por "reunião e conspiração contra a segurança nacional" e a mais 18 meses por "propaganda contra o regime".
A condenação ocorre em um momento crítico para a saúde de Mohammadi, que encerrou uma greve de fome de seis dias no último domingo (08/02). Ela iniciou o protesto em 2 de fevereiro para reivindicar direitos básicos, como acesso a ligações telefônicas, visitas e assistência jurídica, além de protestar contra as condições de sua detenção
A última sentença é passível de recurso. Mostafa Nili está esperançoso de que a saúde debilitada de Mohammadi, permita que ela seja temporariamente "libertada sob fiança para tratamento médico". Em dezembro de 2024, a Prémio Nobel da Paz foi libertada durante três semanas por motivos médicos relacionados com "a sua condição física após a remoção de um tumor e de um enxerto ósseo", lembrou o advogado. Narges faz greve de fome há uma semana, uma das múltiplas realizadas nas diversas vezes em que foi julgada, condenada e detida pelo seu ativismo. Desta vez, ela reivindica "o direito a fazer um telefonema", a "ter acesso aos advogados no Irã" e a receber visitas, de acordo com a advogada Chirinne Ardakani, a partir de Paris.
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