A televisão estatal iraniana exibiu, ontem (24), uma transmissão com ameaças contra Barron Trump, filho de 20 anos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante o programa, foi mencionada uma recompensa de US$ 10 milhões pela morte do jovem, além de supostas informações sobre sua rotina, a universidade que frequenta e sua segurança. Barron não ocupa cargo público nem exerce função política no governo americano, e a ameaça parece estar relacionada principalmente ao seu vínculo familiar com Donald Trump, em meio à escalada das tensões entre Washington e Teerã.
O episódio ocorre em um contexto de forte deterioração das relações entre Estados Unidos e Irã, com sanções, confrontos militares e ameaças de retaliação. O regime iraniano já fez ameaças contra o próprio Donald Trump e outros integrantes de sua família em diferentes ocasiões. Nesse cenário, atingir um familiar do presidente pode funcionar como uma forma de pressão política e psicológica contra Trump, além de servir à propaganda e à retórica de confronto adotada por setores ligados ao governo iraniano.
Apesar da gravidade do conteúdo exibido pela televisão estatal, não há confirmação independente de que o governo iraniano tenha oficialmente determinado a morte de Barron ou autorizado uma recompensa de US$ 10 milhões. Por isso, a informação deve ser atribuída à transmissão da mídia estatal iraniana, sem tratar a suposta recompensa como uma ordem oficial já comprovada.
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