O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e a UFPA lançam, nesta segunda-feira (6), um sensor de baixo custo para monitorar a qualidade do ar durante o Acampamento Terra Livre, em Brasília. O objetivo é expandir a medição da poluição para além dos centros urbanos, alcançando terras indígenas, quilombolas e unidades de conservação, onde o monitoramento oficial ainda é escasso.
A iniciativa dará origem à RedeAr, que pretende instalar 200 sensores até o fim do ano na Amazônia Legal. Os dados coletados sobre poluição, umidade e temperatura serão cruzados com informações de saúde pública para monitorar doenças respiratórias causadas por queimadas e secas extremas, desmistificando a ideia de que o ar nas regiões de floresta é sempre puro.
Desenvolvido com tecnologia nacional, o sensor é mais resistente a insetos e poeira do que os modelos importados e consegue armazenar dados mesmo sem conexão com a internet. A ferramenta busca fortalecer políticas de prevenção a incêndios e promover a educação ambiental em comunidades tradicionais vulneráveis aos extremos climáticos.
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