Um incidente ocorrido na manhã de quinta-feira, na província de Manica, em Moçambique, resultou na morte de uma pessoa após a invasão de uma mina por um grupo de populares que tentava explorar recursos minerais. Segundo relatos locais, mais de 100 pessoas estariam no local no momento do acidente, mas apenas três feridos deram entrada no Hospital Provincial de Manica. Um deles, em estado grave, foi transferido para os serviços de reanimação, onde acabou por falecer, enquanto os outros dois permanecem internados, sendo que um continua em estado crítico nos cuidados intensivos.
O episódio acontece num contexto de suspensão das atividades mineiras determinada pelo Governo moçambicano, medida adotada para conter a erosão dos solos, o arrastamento de terras e os graves impactos ambientais provocados pela mineração desordenada. Em dezembro, o Executivo deu um prazo de 90 dias para que empresas do setor realizassem a reposição e estabilização dos solos e a recuperação de rios afetados. Em Manica, 25 empresas foram notificadas para iniciar processos de reabilitação ambiental, enquanto avaliações semelhantes ocorreram noutras províncias, como Tete.
Autoridades classificam a situação ambiental em Manica como crítica, apontando mineração descontrolada, poluição severa dos rios e violações de direitos laborais. O Presidente Daniel Chapo chegou a afirmar que a atividade provoca um “desastre ambiental”, admitindo a suspensão total da mineração.
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