A hegemonia da Starlink no mercado brasileiro de internet via satélite, onde detém quase 50% de participação, começa a ser desafiada por novas gigantes. O projeto Amazon Leo, em parceria com a Sky, e o TeraWave, da Blue Origin, são os principais nomes que buscam competir em cobertura e preço. Para evitar monopólios, a Anatel tem adotado uma estratégia de conceder autorizações de curto prazo (5 anos), permitindo a entrada de até 15 novas constelações de satélites de órbita baixa no país.
A grande aposta do setor para 2026 é a tecnologia direct-to-device, que permite a conexão direta entre smartphones e satélites sem a necessidade de antenas externas. Atualmente, a Anatel coordena testes em um ambiente regulatório experimental (Sandbox), onde operadoras de satélite e empresas de telefonia móvel buscam acordos para compartilhar frequências. O objetivo inicial é garantir conectividade em áreas remotas, onde o sinal terrestre não chega.
Apesar do entusiasmo, a conexão direta com celulares ainda enfrenta obstáculos técnicos significativos, como o curto tempo de passagem dos satélites (cerca de 7 minutos) e a grande distância física dos aparelhos. Por enquanto, a tecnologia deve evoluir de forma gradual, focando primeiro em mensagens de texto e chamadas de emergência, antes de permitir uma navegação plena na internet.
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