Em comunicado divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), foi alertado sobre o aumento de diversas doenças e outros quadros preocupantes que costumam acometer locais que sofrem desastres naturais como as enchentes no Rio Grande do Sul.
A preocupação é que a região apresente um crescimento de casos de doenças respiratórias e gastrointestinais, lesões físicas e acidentes com animais peçonhentos, que podem aparecer dentro das casas com a baixa das águas, além de doenças transmitidas por vetores, especialmente a dengue e a leptospirose.
Historicamente, esses problemas têm picos nos meses seguintes às enchentes e já são esperados pelos pesquisadores do Observatório de Clima e Saúde do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde da Fiocruz (Icict/Fiocruz).
"Com a subida do nível das águas podem ocorrer mais acidentes com aranhas e serpentes, assim como aumenta o risco da transmissão de doenças transmitidas por água contaminada e vetores", explicou Diego Xavier, pesquisador do Observatório de Clima e Saúde, em nota da Fiocruz. Os cientistas também enfatizaram a piora desses quadros devido às péssimas condições de saneamento dos locais atingidos e o acesso aos cuidados médicos, que continua problemático.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.