Um projeto científico desenvolvido na Amazônia está transformando a forma como sementes florestais são avaliadas para ações de restauração ambiental. A iniciativa, realizada em parceria com a Universidade Federal do Amazonas, utiliza inteligência artificial para identificar, em poucos segundos, se sementes nativas têm potencial de germinação.
Coordenado pela pesquisadora Lydiane Bastos, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, o projeto BioSeed.Ai cruza imagens de scanner e raio-X das sementes com dados reais de germinação. Com isso, algoritmos conseguem avaliar a integridade interna e externa do material, identificando rachaduras, infestação por insetos e condições do embrião. Atualmente, o banco de dados reúne informações de quase 100 espécies florestais amazônicas, com previsão de ampliação para 200, criando um sistema robusto de rastreabilidade e diagnóstico rápido.
Além de acelerar a produção de mudas, a tecnologia reduz desperdícios e custos na cadeia da restauração, já que o método é não destrutivo e evita a perda de sementes raras ou ameaçadas. O impacto também alcança o trabalho dos coletores, que passam a identificar matrizes produtivas com mais eficiência, otimizando o esforço em campo.
Ao unir ciência, inovação e conservação, o BioSeed.Ai se consolida como uma ferramenta estratégica para enfrentar a degradação ambiental e apoiar a recuperação de milhões de hectares na Amazônia.
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