A Intel planeja reintroduzir a tecnologia Hyper-Threading em sua linha de processadores para servidores a partir de 2028, com o lançamento da família Xeon Coral Rapids. Durante reunião com acionistas, o CEO da empresa, Lip-Bu Tan, admitiu que a remoção do recurso em gerações recentes gerou uma desvantagem competitiva direta contra a rival AMD. A decisão afeta a estratégia para data centers, embora ainda não haja informações sobre o retorno do recurso nos chips para PCs convencionais.
A remoção do Hyper-Threading tinha como objetivo reduzir o consumo de energia e economizar espaço físico nos chips, priorizando o desempenho individual de cada núcleo. Contudo, a estratégia prejudicou a fabricante no mercado corporativo de servidores, que depende fortemente do processamento paralelo para executar múltiplas tarefas simultâneas, permitindo que os processadores EPYC da AMD conquistassem espaço ao oferecer mais threads por componente.
Até a chegada dos novos modelos em 2028, a Intel continuará sem a tecnologia nos processadores Xeon 7 Diamond Rapids, enfrentando forte concorrência da AMD. A expectativa é que a linha Coral Rapids estreie com arquitetura de fabricação avançada, como o processo Intel 14ª, viabilizando o retorno do multithreading sem comprometer o consumo energético e abrindo margem para uma eventual volta do recurso também aos computadores pessoais.
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