O Instituto Butantan deu um passo importante na luta contra a chikungunya, enviando à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) um pedido de registro definitivo para a vacina desenvolvida em colaboração com a farmacêutica franco-austríaca Valneva. O imunizante, resultado de um acordo de transferência de tecnologia firmado em 2020, demonstrou segurança e eficácia durante os ensaios clínicos de fase 3.
O processo de pesquisa e produção da vacina de vírus atenuado da chikungunya representa um avanço significativo no enfrentamento dessa doença viral transmitida por mosquitos. Caso a Anvisa conceda a autorização para uso no Brasil, a vacina poderá ser disponibilizada à população após discussões com as autoridades de Saúde e a possível integração ao Sistema Único de Saúde (SUS).
O Butantan destaca que os ensaios clínicos, realizados com voluntários adolescentes no Brasil, confirmaram a segurança e eficácia do imunizante. Os resultados impressionantes mostram que a vacina induziu a produção de anticorpos em 98,8% dos casos para indivíduos sem histórico prévio da doença. Para aqueles com histórico de infecção anterior, a eficácia atingiu impressionantes 100%.
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