Apenas três das 12 instituições avaliadas no Ranking da Atuação Socioambiental de Instituições Financeiras (Rasa) superaram 30 pontos em uma escala de 100. O Rabobank liderou com 36,43 pontos, seguido pelo BTG Pactual (35,42) e Sicredi (31,58). Outros bancos, como Itaú (26,91), Banco do Brasil (24,06) e Bradesco (23,28), ficaram abaixo desse patamar, enquanto o Basa teve a pior pontuação (8,04). O ranking considera critérios como concessão de crédito, investimentos e políticas socioambientais adotadas pelas instituições.
Criado em 2022, o Rasa já passou por quatro atualizações, e os dados indicam uma melhora gradual, mas ainda insuficiente. Luciane Moessa, diretora da Associação Soluções Inclusivas Sustentáveis (SIS), destaca que a baixa pontuação reflete a pouca relevância da pauta socioambiental no sistema financeiro brasileiro. Segundo ela, a falta de transparência, a superficialidade das análises e a baixa quantidade de transações avaliadas com risco socioambiental são os principais desafios.
Especialistas defendem que os bancos aprimorem suas políticas para evitar impactos negativos em comunidades tradicionais e reforcem compromissos ambientais. Giovanna Valentim, da Conectas Direitos Humanos, ressalta a necessidade de proteção aos direitos indígenas em projetos financiados por essas instituições.
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