A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, consolidou seu poder no domingo (08) com uma vitória eleitoral esmagadora. Sua coalizão, liderada pelo Partido Liberal Democrático (PLD) em aliança com o partido Ishin, conquistou uma maioria qualificada de dois terços na câmara baixa do Parlamento (328 das 465 cadeiras). O resultado permite que Takaichi avance com sua agenda econômica e militar sem depender da câmara alta.
Inspirada em Margaret Thatcher, a primeira mulher a governar o Japão utilizou a eleição antecipada para validar propostas polêmicas que incluem cortes agressivos de impostos e um aumento significativo nos gastos de defesa para conter a influência da China. Embora as medidas tenham gerado volatilidade nos mercados financeiros globais nos últimos meses, o amplo apoio das urnas dá à premiê a legitimidade necessária para implementar o que chamou de "uma grande mudança na política fiscal e de segurança".
Com 64 anos, Takaichi agora tem o caminho livre para reformular a postura geopolítica do Japão no Pacífico, fortalecendo alianças militares e acelerando a reestruturação econômica interna. Para acompanhar os reflexos desta vitória na economia asiática, investidores e analistas monitoram os comunicados oficiais do Banco do Japão e do Ministério das Finanças.
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