As agências humanitárias, em colaboração com as autoridades moçambicanas, intensificaram sua resposta após o ciclone Dikeledi, que atingiu o norte do país no último domingo. Paola Emerson, do Escritório de Assistência Humanitária da ONU (Ocha), afirmou que a principal preocupação é a insegurança alimentar, afetando mais de 3 milhões de pessoas. Desde sábado, o Programa Alimentar Mundial e parceiros já forneceram assistência alimentar a 190 mil pessoas, além de avançar na vacinação contra cólera, que atingiu 86% da meta de 200 mil pessoas.
O ciclone Dikeledi é o segundo a atingir as províncias de Cabo Delgado e Nampula em menos de um mês, após o ciclone Chido, que causou mortes em dezembro. O Ocha alerta para o risco de até 12 tempestades de grande intensidade até abril, reforçando que os desastres naturais estão ligados às mudanças climáticas. A ONU também distribuiu mais de 800 kits de ajuda a 4 mil pessoas, enquanto trabalha para alcançar 400 mil vítimas.
A tempestade causou a morte de pelo menos cinco pessoas e destruiu mais de 5 mil casas. A presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, confirmou que 35.174 pessoas foram afetadas. Além disso, a província da Zambézia também foi atingida pelo mau tempo. Moçambique enfrenta impactos severos das mudanças climáticas, com ciclones frequentes durante a época chuvosa, de outubro a abril.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.