O presidente interino do Peru, José Jeri, tornou-se alvo de um inquérito preliminar aberto pelo Ministério Público por suspeita de tráfico de influências agravado. Ele é investigado por suposta interferência na contratação irregular de nove mulheres para cargos no Governo entre outubro e janeiro. O líder peruano deverá prestar depoimento à justiça no dia 2 de março.
Este é o segundo processo enfrentado por Jeri em poucos meses, somando-se a uma investigação aberta em janeiro por “patrocínio ilegal de interesses” após um encontro secreto com um empresário chinês. Paralelamente, parlamentares já se mobilizam para apresentar uma moção de destituição contra o presidente, alegando má conduta funcional e incapacidade para o cargo.
A nova crise agrava a instabilidade política do Peru, que já teve sete presidentes desde 2016 e tem eleições gerais marcadas para abril. O Ministério Público agora busca determinar se o chefe de Estado utilizou seu cargo para exercer pressões indevidas em benefício de terceiros, prejudicando a administração pública.
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