Com o aumento das mudanças climáticas e da poluição, a preocupação com o meio ambiente tem crescido em nível mundial. Em julho de 2021, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou o relatório Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas, que convoca governos, empresas e sociedade em geral para um maior cuidado com o planeta nos próximos 10 anos. A chamada ressalta a importância do setor privado nessas iniciativas, como é o caso dos projetos executados pelo Grupo Sabin no Brasil, incluindo as unidades em Manaus (AM).
"Faz parte de nossa cultura uma atuação corporativa?cada vez mais consciente, consistente e coerente com nossos valores. Esse movimento tem feito crescer dentro da empresa a sensibilização e o senso de responsabilidade socioambiental, tanto do ponto de vista corporativo quanto na atuação de cada colaborador", observa a presidente-executiva do Grupo, Lídia Abdalla.
A empresa é signatária, há mais de 15 anos, do Pacto Global, cujo objetivo é mobilizar a comunidade empresarial e internacional em favor da economia verde. Desde sua chegada à capital amazonense, em 2012, a companhia realiza uma série de projetos neste sentido. Fabiano Castro, gestor do Sabin em Manaus, explica como a responsabilidade ambiental se reflete no dia a dia da operação. "Temos coleta seletiva, monitoramento do consumo de combustíveis da frota para reduzir a emissão de gás carbônico, tratamento de efluentes, programa para redução do uso de descartáveis e as ações de desenvolvimento e capacitação sobre consumo racional de recursos hídricos e energéticos realizados por meio da UniSabin." Ano passado, o Grupo somou, em âmbito nacional, 2.621 horas de cursos relacionados à temática ambiental.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), do total de resíduos gerados pelas atividades de saúde, incluindo laboratórios, cerca de 85% são resíduos gerais não perigosos, comparáveis aos resíduos domésticos. Somente em 2021, o Sabin reciclou, em todo o país, 147,1 toneladas desse material de descarte, um aumento de 45% em comparação a 2020 (101,5 toneladas), conforme seu último relatório de sustentabilidade.
"Em Manaus, o programa de coleta seletiva destina papelão, plásticos e papéis para associações de recicladores. Iniciado em julho deste ano, gerou até setembro mais de 560 quilos de lixo reciclável. A estimativa é que consigamos alcançar, até fim de 2022, uma tonelada de resíduos para reaproveitamento", comenta o gestor regional.
Além da reciclagem, há ações voltadas para evitar a produção de mais lixo. Na capital do Amazonas, por exemplo, o Sabin deixa de utilizar cerca de 23 mil copos plásticos por mês, considerando uma estimativa de quatro copos por colaborador diariamente. Em vez disso, utiliza o 'ecocoppo green', cujo material é feito de polipropileno oxibiodegradável, reduzindo o tempo de decomposição para cerca de 6 a 12 meses, diferente dos plásticos usuais (até 400 anos).
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