Uma iniciativa da Rede Pan-Amazônica pela Bioeconomia reúne informações sobre 232 políticas públicas, programas e instrumentos voltados à bioeconomia em nove países e territórios da Pan-Amazônia. Lançada ontem (22), durante a 17ª Conferência das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (COP17), na Armênia, a plataforma Radar Bioecon busca facilitar a troca de experiências e ampliar a cooperação regional em torno do uso sustentável da biodiversidade.
O levantamento abrange Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela. Entre as iniciativas mapeadas estão estratégias nacionais, linhas de crédito, incentivos à produção e compras públicas. No Brasil, o estudo destaca programas como o de Alimentação Escolar (Pnae), o de Aquisição de Alimentos (PAA) e a Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPMBio), que podem contribuir para ampliar mercados para produtores locais.
Apesar das iniciativas existentes, o acesso ao financiamento ainda é um obstáculo para cooperativas, associações e empreendimentos comunitários. Outro levantamento da rede identificou 141 mecanismos de financiamento para a bioeconomia na região, mas apenas 8,5% atendem à sociobiodiversidade. A plataforma permitirá consultar e comparar políticas públicas, além de sugerir novos registros e atualizações, que passarão por análise antes de serem incluídos.
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