A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), emitiu informe estendido sobre o cenário epidemiológico relativo à pós-exposição da população ao gás estireno, após vazamento do produto químico de um dos tanques da empresa Innova, localizada no Distrito Industrial, na última quarta-feira, 15/7. De acordo com os dados do painel de monitoramento de intoxicação, elaborado pela Diretoria de Vigilância Ambiental e Epidemiológica, Zoonoses e de Saúde do Trabalhador (Dvae), da Semsa, 648 pessoas foram atendidas, até as 15h desta segunda-feira, 20/7, em unidades de saúde das redes pública e privada, após contato com o gás tóxico. Do total, apenas um permanece hospitalizado. O levantamento aponta dois óbitos, que estão em investigação pelo Centro de Informações Estratégicas e Respostas em Vigilância em Saúde (Cievs) de Manaus, para confirmar ou descartar a relação com a intoxicação por estireno. O primeiro óbito, de um idoso de 60 anos, que estava no centro da cidade, ocorreu no dia 16/7, e o segundo, de um trabalhador do Distrito Industrial, de 66 anos, foi notificado na madrugada de domingo, 19/7.
No dia do incidente, 15/7, as unidades de saúde receberam 91 pessoas com sintomas de intoxicação, mas a grande maioria dos atendimentos foi notificada nos dois dias seguintes. Na quinta-feira, 16/7, foram 364 pacientes com histórico de contato com o estireno e na sexta-feira, 17/7, foram registrados 163 atendimentos. Nos últimos três dias, a procura pelos serviços de saúde em razão da exposição ao gás caiu, somando 30 pessoas atendidas.
Ainda de acordo com o levantamento, o tempo médio de exposição ao estireno foi de três horas e os mais atingidos têm idade entre 20 e 59 anos, mas há registro de atendimento de crianças e adolescentes, inclusive menores de um ano.
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