A inflação oficial do país perdeu força em junho e registrou alta de 0,16%, vindo abaixo da expectativa do mercado de 0,31% e marcando a menor leitura mensal desde outubro. Segundo os dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (10), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi puxado para baixo pelo grupo de Alimentos e Bebidas (-0,24%), com recuos expressivos nos preços do café, das frutas e das carnes.
Com esse resultado, a taxa acumulada em 12 meses desacelerou para 4,64%, aproximando-se do teto da meta de inflação de 3,0% (com margem de tolerância até 4,5%). Pelo lado das altas, o principal impacto individual veio da energia elétrica residencial, que subiu 1,53% devido à continuidade da bandeira tarifária amarela. Apesar do alívio momentâneo e da redução no espalhamento de preços, o cenário futuro permanece no radar das autoridades econômicas por conta de incertezas climáticas e tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Diante do atrito entre Estados Unidos e Irã, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, adiou para a próxima semana a decisão sobre a retirada dos subsídios à gasolina. No front monetário, o Banco Central, que cortou a taxa Selic para 14,25% ao ano no mês passado, indicou que adotará uma estratégia cautelosa, intercalando pausas e novos cortes de juros para garantir que a inflação convirja para o centro da meta nos próximos anos.
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