A indústria brasileira recebeu com ressalvas a redução da taxa Selic para 10,25% ao ano. Entidades como a CNI e a FIESP elogiaram a sinalização de queda, mas classificaram o corte de 0,25 ponto percentual como insuficiente para baratear o crédito e estimular novos investimentos produtivos, alegando que o custo de capital ainda é um dos mais altos do mundo.
O principal argumento do setor produtivo é que os juros em dois dígitos desencorajam o risco e favorecem a rentabilidade financeira em detrimento da produção real. Para os fabricantes de automóveis e máquinas, o atual ritmo de flexibilização não é capaz de reaquecer o consumo interno, mantendo muitas fábricas operando abaixo de sua capacidade total.
O Banco Central, contudo, defende uma postura cautelosa. A autoridade monetária afirma que a incerteza fiscal e a pressão sobre o dólar impedem cortes mais agressivos neste momento, vinculando futuras quedas à estabilidade dos preços e ao cumprimento das metas de inflação no longo prazo.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.