Os preços da indústria nacional caíram 1,29% em maio, registrando a quarta retração consecutiva e o maior recuo mensal de 2025, segundo dados divulgados nessa sexta-feira (4) pelo IBGE. O Índice de Preços ao Produtor (IPP) acumula queda de 1,97% no ano, a segunda maior da série histórica para o período. A principal explicação para a baixa está na redução dos preços de commodities e na valorização do real frente ao dólar, que já acumula recuo de 7,1% neste ano.
Das 24 atividades industriais pesquisadas, 17 apresentaram queda nos preços, com destaque para alimentos (-1,33%), refino de petróleo e biocombustíveis (-2,77%) e outros produtos químicos (-3,11%). O setor de alimentos, que liderou a influência negativa no índice, foi impactado pela safra da cana-de-açúcar e da soja, além da queda do dólar, que reduziu os preços de exportação, como o açúcar VHP e óleos vegetais. Já os setores ligados ao petróleo sofreram com a desvalorização da commodity no mercado internacional.
A maior influência na queda do IPP veio dos bens intermediários, que respondem diretamente às flutuações do câmbio por serem fortemente ligados a commodities. “A tendência de queda foi ampla na indústria, especialmente em setores atrelados ao mercado internacional. A valorização do real e a maior oferta de insumos explicam boa parte do movimento”, destacou Murilo Alvim, gerente da pesquisa. Em 12 meses, o IPP ainda apresenta alta de 5,78%, mas o ritmo de crescimento desacelera.
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