O setor industrial brasileiro registrou um crescimento de 3,1% em 2024, superando o resultado modesto de 2023, quando o avanço foi de apenas 0,1%. Esse foi o terceiro melhor desempenho da indústria nos últimos 15 anos, refletindo a recuperação do mercado de trabalho, o aumento na massa salarial e o incremento no consumo das famílias. Setores como veículos automotores (12,5%) e equipamentos de informática (14,7%) impulsionaram o resultado, enquanto a indústria química e alimentícia também apresentou bons números.
Contudo, o ritmo de crescimento diminuiu nos três últimos meses do ano, com uma perda acumulada de 1,2% entre outubro e dezembro. Esse retrocesso foi causado principalmente pela alta da inflação, o aumento das taxas de juros e a depreciação cambial, fatores que impactaram a confiança dos empresários e o custo de produção. A queda no último trimestre foi disseminada, afetando a produção de bens de consumo semi e não duráveis, que recuou 1,8%, e bens de capital, que sofreu uma redução de 0,6%.
Em dezembro, a produção industrial apresentou uma variação negativa de 0,3%, o terceiro mês consecutivo de retração. Apesar do cenário desafiador, setores como indústrias extrativas e bebidas mostraram recuperação, com destaque para a retomada do crescimento no ramo de bebidas, após quatro meses consecutivos de queda. Embora a produção industrial se mantenha 1,3% acima do nível pré-pandemia, ainda está 15,6% abaixo do recorde histórico de 2011, o que evidencia as dificuldades enfrentadas pela indústria brasileira.
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