Em 2015, rompeu-se uma barragem da Samarco localizada na cidade de Mariana, em Minas Gerais.
Dez metros de lama repleta de resíduos tóxicos soterraram 39 municípios, matando 19 pessoas e desabrigando muitas outras.
A tragédia teve consequências ambientais desastrosas para a região, e o impacto deixado pelo episódio afeta até hoje a vida de quem habita o local, como é o caso de 1.650 famílias indígenas.
Para compensar o fato que essas pessoas precisaram abandonar suas atividades de agricultura, pesca e artesanato devido à poluição do solo e da água, a Fundação Renova, que é mantida pela Samarco e recursos públicos enviados pelo governo, irá encaminhar de 400 milhões de reais para a população nativa afetada.
A decisão, que foi determinada pela Justiça
brasileira, é o resultado histórico de uma série de acordos estabelecidos após cerca de 40 reuniões com líderes tupiniquins e guaranis.