terça, 22 de setembro de 2026
21/09/2026   12:20h - Negócios

Incerteza eleitoral e juros globais no radar do mercado

O Ibovespa encerrou a última sessão em queda, acompanhando a perda de fôlego do chamado "trade eleitoral" diante da maior incerteza sobre o potencial da candidaturade Flávio Bolsonaro e o cenário político local. O dólar à vista subiu levemente frente ao real. Em Nova York, as bolsas operaram em tom misto, com o S&P 500 e o Dow Jones oscilando enquanto o Nasdaq 100 garantiu destaque positivo impulsionado pelos papéis da Strategy, SanDisk e Seagate.

 

No ambiente internacional, a aversão ao risco ganhou força com o rendimento da T-Note de 10 anos voltando a superar os 5%, em meio à disparada do dólar ante o iene e à repercussão do aumento de juros no Japão para 1,25% pelo BoJ. Nos EUA, o presidente do Fed de Kansas City, Jeff Schmid, defendeu o recente aperto monetário para a faixa de 3,75% a 4% para combater a inflação. Por outro lado, a presidente do BCE, Christine Lagarde, refutou a ideia de que a autoridade monetária europeia moverá os juros em sintonia direta com os preços da energia.

 

Nas commodities, o petróleo recuou com alívio do prêmio de risco, a despeito dos novos ataques de drones que danificaram o oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita e levaram a Saudi Aramco a suspender entregas de bruto a clientes europeus no próximo mês. A queda da apelação inflacionária da energia ajudou o ouro a acumular sua terceira alta seguida, cotado a US$ 4.424,90 por onça-troy.

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