O período de seca de 2025 terminou com 434.392 hectares atingidos por incêndios em unidades de conservação, o segundo menor número da série histórica. Apesar da expansão no monitoramento, que passou de 39 unidades em 2018 para 79 em 2025, o volume queimado permaneceu baixo, refletindo avanços no controle e prevenção. A maior parte das áreas afetadas está no Cerrado, que respondeu por 95% dos danos, seguido pela Amazônia e pela Mata Atlântica.
Segundo João Morita, coordenador do Centro Especializado em Manejo Integrado do Fogo (CEMIF), o resultado demonstra melhorias significativas na gestão do fogo. Ele destaca a adoção de instrumentos como os Planos de Manejo Integrado do Fogo (PMIFs), além de capacitações, treinamentos e intercâmbios que fortaleceram a atuação dos gestores.
As ações de manejo também tiveram papel decisivo: 265.980 hectares foram trabalhados preventivamente em 32 unidades de conservação, com destaque para o Cerrado e a Amazônia. Em 2025, houve ainda maior integração entre agências de resposta, permitindo operações rápidas em regiões como Chapada dos Veadeiros, Araguaia e Distrito Federal, onde articulações eficazes reforçaram o combate aos incêndios.
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