O avanço de ondas de calor na Europa Ocidental provocou incêndios devastadores na segunda-feira (13), incluindo um fogo florestal de grandes proporções em Fontainebleau, a apenas 70 quilômetros de Paris. O desastre na França, suspeito de ter sido criminoso, forçou a evacuação de 800 moradores, o bloqueio de rodovias importantes e levou o governo a mobilizar aviões Canadair para coletar água no rio Sena pela primeira vez na região metropolitana da capital.
A Espanha também enfrenta consequências trágicas, com o balanço de mortos subindo para 13 após um incêndio florestal histórico na província de Almería, enquanto dez pessoas continuam desaparecidas. Impulsionados pela vegetação extremamente seca e por temperaturas que acionaram o alerta vermelho para 26 milhões de franceses e prometem chegar a 43°C na Itália, os cientistas alertam que o aquecimento global está tornando esses eventos climáticos mais frequentes e severos.
O impacto humanitário e econômico do calor extremo já contabiliza cerca de 10.650 mortes em excesso no continente europeu desde o fim de junho, afetando majoritariamente a população idosa. Além das perdas humanas, as sucessivas ondas de calor começam a afetar a economia regional, provocando quebras na agricultura, restrições na produção de energia nuclear e entraves no transporte de cargas pelo rio Reno devido ao baixo nível das águas.
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