Arqueólogos descobriram a mais antiga digital de um Neandertal até o momento. O artefato é um ponto vermelho sobre uma rocha de granito semelhante a um rosto, o que pode indicar a capacidade dos neandertais de fazerem arte e reconhecerem faces em objetos inanimados, segundo a pesquisa.
A rocha estava no abrigo de pedra de San Lázaro, na Espanha, e precisou de três anos de estudo para ser decifrada pelos pesquisadores. “A pedra tinha um formato estranho e um ponto ocre vermelho, o que realmente chamou nossa atenção”, disse o arqueólogo David Álvarez Alonso ao The Guardian.
O objeto tem 20 centímetros de comprimento e data de 43 mil anos atrás. A idade confirma que esse artefato foi depositado antes da chegada dos Homo sapiens à Península Ibérica, revelando que o local era dominado pelo neandertais, segundo a Interesting Engineering.
A equipe analisou a mancha e descobriu que ela é composta de óxidos de ferro e minerais de argila. O estudo revela que a rocha foi retirada do Rio Eresma e “poderia se assemelhar a um rosto humano, com olhos, uma boca e uma crista em forma de nariz”.
“Este objeto contribui para nossa compreensão da capacidade de abstração dos neandertais, sugerindo que ele pode representar uma das primeiras simbolizações faciais humanas na Pré-história”, afirmou o estudo.
A impressão digital oferece uma nova pista sobre a capacidade cognitiva dos neandertais. A equipe sugere que essa espécie, assim como os H. sapiens, poderia vivenciar o fenômeno da Pareidolia: a capacidade de perceber rostos em objetos comuns.
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