O pai de Constantino, o imperador Constâncio I, faleceu no ano de 306 d.C. em Eboracum (atual York, Inglaterra).Suas tropas decidiram declarar seu filho como imperador. No entanto, como o regime da época era a tetrarquia, Constantino compartilhou o título de Augusto (o mais alto na hierarquia) com os imperadores regentes Magêncio (filho de Maximiano), Licínio e Maximino. Magêncio de Constantino dividiam o governo do Império Romano do Ocidente.
Em outubro de 312 d.C., Constantino I avançou para um confronto com Magêncio, pois pretendia dominar de forma exclusiva o Império Romano do Ocidente. Ele avançou pelo norte da Itália, passando por locais que hoje correspondem às cidades de Turim e Milão.
Sabendo da aproximação de Constantino I, Magêncio resolveu surpreendê-lo com sua tropa na Ponte Mílvia, ainda existente nos dias atuais sobre o Rio Tibre, pois sabia que interceptá-lo neste local seria crucial para impedi-lo de entrar em Roma.
Apesar de dispor de uma tropa com um total de homens inferior às de Magêncio, em 28 de outubro de 312 d.C., Constantino derrotou seu opositor que, durante a batalha, caiu no rio e morreu afogado. Assim, passou a reinar sozinho como imperador do Império Romano no Ocidente.
Constantino se torna único Imperador de Roma
As disputas de Constantino para defender sua posição incluíram uma série de acontecimentos como negociações diplomáticas e guerras civis.Ao derrotar Magêncio, Constantino passou a liderar sozinho o Império Romano Ocidental. No entanto, o Império Romano Oriental ainda tinha como imperadores Maximino e Licínio.
Em uma negociação entre estes dois territórios ficou estabelecido, pelo Édito de Milão, que o Império Romano seria neutro no que diz respeito a religiões, Constantino oferece sua irmã em casamento para Licínio, o que culminou em uma maior proximidade entre os dois.Esta aproximação criou tensões que resultaram no rompimento de relações de Maximino e Licínio em 313, que se enfrentaram na Batalha de Tzíralo, em 30 de abril de 313. Licínio saiu como vencedor e, meses depois, Maximino veio a falecer. Assim, Licínio passou a reinar sozinho no Império Romano do Oriente.
A esta altura, Licínio era o imperador da parte oriente do Império Romano, e Constantino, o imperador da parte ocidente. Entretanto, os dois passaram a se enfrentar de forma direta na luta pelo poder.Em julho de 324 d.C., teve lugar a Batalha de Helesponto (atual Darnadelos), um combate naval do qual a tropa de Constantino, liderada por seu filho Crispo, saiu vitoriosa.
Posteriormente, o confronto final aconteceu em setembro de 324 d.C., na Batalha de Crisópolis. Após uma derrota esmagadora, onde perdeu grande parte de seu exército, Licínio conseguiu escapar.Ao compreender que os soldados que haviam restado não seriam suficientes para um novo confronto, Licínio se rendeu ao inimigo, intermediado por sua esposa, irmã de Constantino matando-o posteriormente
Constantino se rende ao cristianismo
Durante muito tempo, o Cristianismo foi interpretado pelo Império Romano como uma afronta, pois em vez de adorar ao Imperador, seus adeptos adoravam a Deus.
Constantino teve um papel fundamental em prol do Cristianismo quando, com Licínio, assinou em 313 d.C. o Édito de Milão, decretando o fim da perseguição religiosa e garantindo oficialmente a legitimidade não só do Cristianismo, mas também de todas as outras religiões. Nesse período, os cristãos foram perseguidos e muitas de suas propriedades e de seus lugares de culto foram confiscados. Era comum, por exemplo, atirar cristãos aos leões no Coliseu de Roma para entreter as multidões.
Embora seja considerado como o primeiro Imperador romano a se converter ao Cristianismo, alguns historiados defendem a ideia de que Constantino, na verdade, era pagão.
Neste sentido, sua posição favorável à religião cristã nada mais era do que um interesse político, pois o apoio dado à Igreja Cristã era uma forma de manter a paz no Império Romano.
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