O principal índice da Bolsa brasileira atingiu um novo recorde histórico nesta quarta-feira ao avançar 1,96% e encerrar o pregão aos 165.146 pontos. Analistas apontam que o movimento foi influenciado pela divulgação da pesquisa eleitoral Genial/Quaest, que mostrou a redução da distância nas intenções de voto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e candidatos de direita em cenários de segundo turno. A leitura do mercado é de que o aumento das chances de alternância de poder em 2026 trouxe maior otimismo aos investidores, especialmente diante das preocupações com a trajetória fiscal do país.
Além do fator político, a valorização das commodities no mercado internacional teve peso relevante no desempenho do índice. As tensões geopolíticas envolvendo o Irã elevaram os preços do petróleo e dos metais, beneficiando empresas ligadas a esses setores. A Vale registrou seu maior avanço diário desde abril de 2025, com alta de 4,74%, enquanto a Petrobras também teve forte valorização, encerrando o dia com ganhos de 2,73% nas ações preferenciais e 3,63% nas ordinárias. O movimento foi reforçado pela alta do barril do Brent, que subiu 1,6%, e do cobre, que alcançou US$ 13.164 por tonelada na Bolsa de Metais de Londres.
Os papéis do setor financeiro também acompanharam o rali, com altas expressivas de bancos como Bradesco, BTG Pactual e Itaú. Para analistas, o mercado vê com cautela o aumento da dívida pública, que pode chegar a mais de 83% do PIB em 2026, segundo dados do Tesouro Nacional, e tende a reagir positivamente a sinais de maior compromisso fiscal no futuro.
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