A sexta-feira (6) de apetite ao risco em alta, ao sabor dos EUA, não compensou a aversão presente no mercado nacional desde segunda (2). Em meio à perspectiva de novo aperto monetário na maior das economias, títulos americanos roubam atratividade dos outros países. No Brasil, no entanto, o buraco tem sido mais baixo.
Os ativos de todo mundo operaram nesta semana sob impacto das especulações sobre os juros nos Estados Unidos. E, nesta sexta-feira (6), passaram por forte volatilidade ao sabor do relatório de setembro sobre o mercado de trabalho americano, o "payroll".
Num primeiro momento, veio um susto. Já era esperada a abertura de 170 mil novas vagas de emprego. Veio mais que o dobro disso. E não só. Números de julho e agosto foram revisados para cima, reforçando a percepção de resiliência do mercado de trabalho. Teima em não esfriar, a despeito dos juros nos Estados Unidos estarem já a 5,50% ao ano. Maior patamar em 22 anos.
Mas, no passar das horas, investidores repensaram se esses números bastariam para dar como líquida e certa nova alta de juros em novembro. Afinal, o que importa é saber se os salários nos Estados Unidos estão sendo turbinados e, portanto, retroalimentando a inflação. E não foi o que se viu. O ritmo de alta de 0,2% foi mantido na passagem de agosto para setembro.
Ao fim e ao cabo, a imediata aversão ao risco no começo do pregão acabou virando forte apetite. espelhada nos ativos ao longo da semana em todo o mundo.
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