A Bolsa de Valores brasileira, o Ibovespa, enfrentou um dia de forte liquidação na últimas semana, recuando 2,25% e fechando aos 176.219 pontos. O índice foi duramente atingido pela aversão ao risco que tomou conta dos mercados mundiais, marcando a quarta semana consecutiva de perdas para o indicador, que agora acumula queda de 6,66% no mês de março.
O desempenho negativo foi disseminado, mas afetou com mais força os setores de varejo e construção civil, que são extremamente sensíveis às oscilações dos juros futuros. A subida das taxas de longo prazo, provocada pelo cenário externo conturbado, encarece o crédito e diminui o valor de mercado de empresas que dependem do consumo doméstico, gerando uma debandada de investidores desses papéis.
Apesar do recuo acentuado no pregão, o Ibovespa ainda sustenta uma alta acumulada de 9,37% no ano de 2026. Contudo, o clima de cautela predomina nos corredores da B3, com operadores monitorando de perto o impacto dos preços das commodities e a possibilidade de uma correção mais profunda caso as tensões no Estreito de Ormuz se transformem em um bloqueio comercial efetivo.
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