Uma ação conjunta de instituições públicas do Acre resultou no flagrante de um grande desmatamento ilegal no município de Boca do Acre, no Amazonas. A operação, conhecida como "Amazônia Verde" e em sua quarta edição, envolveu semanas de investigação e análise de imagens de satélite, culminando na chegada da equipe ao local do crime.
Durante a operação, várias pessoas foram detidas e identificadas para serem responsabilizadas pelo crime ambiental. Algumas delas já eram conhecidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).
No local, foram encontrados acampamentos, suprimentos, combustíveis e um grupo de homens, mulheres e crianças. É alarmante que algumas das crianças estavam expostas a condições insalubres e a riscos à vida, e que adultos estavam sujeitos a trabalhar em condições análogas à escravidão.
Os acampamentos utilizados pelos desmatadores foram destruídos, incluindo motocicletas usadas por eles. Além disso, 15 motosserras foram apreendidos durante a operação. De acordo com a Superintendência do IBAMA no Acre, os criminosos pretendiam desmatar uma área de 1000 hectares, dos quais já haviam concluído 600 hectares.
Vídeos foram gravados para documentar o momento da chegada da equipe ao local. A equipe do IBAMA e das instituições parceiras realizou uma primeira incursão na área de desmatamento em 22 de setembro, autuando o responsável e embargando a área. No entanto, o monitoramento posterior indicou que o desmatamento estava em andamento, levando a uma segunda incursão em 29 de setembro, que resultou na apreensão de mais motosserras, destruição de outros acampamentos e detenção de mais pessoas.
A equipe continuará a trabalhar nas próximas semanas para concluir os procedimentos relacionados a esta operação. O IBAMA do Acre está atentamente monitorando a região sudoeste do estado do Amazonas devido à sua proximidade e à necessidade de combater o desmatamento ilegal.
A operação contou com a participação do IBAMA do Acre, Força Nacional, Polícia Militar Ambiental do Acre, Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Acre, Instituto de Administração Penitenciária (IAPEN), Grupo de Especial de Fronteira da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (GFRON) e ICMBio.
Por Lucas Araújo
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