O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) encerrou as atividades do último criadouro comercial de macacos-prego do país, localizado em Xanxerê (SC). O estabelecimento operava há mais de uma década amparado por uma liminar judicial e foi alvo de uma operação que resgatou os últimos 26 primatas remanescentes, após a constatação de graves situações de maus-tratos e exploração comercial.
Durante a fiscalização, os agentes encontraram animais vivendo sob “regime de terror”, sendo manejados com jatos d’água de alta pressão e mantidos em gaiolas minúsculas que impediam movimentos naturais. Os macacos apresentavam sinais severos de estresse crônico, desnutrição e medo exacerbado de humanos. Estima-se que, durante o período de funcionamento, o local tenha vendido cerca de 240 primatas por valores que chegavam a R$ 100 mil cada.
Os animais resgatados foram encaminhados para uma instituição de reabilitação com recintos amplos e ambientação adequada, onde receberão cuidados para recuperar sua saúde física e comportamental. O Ibama e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) reforçaram o alerta de que a domesticação de primatas não é recomendada, devido aos riscos sanitários e ao comprometimento do bem-estar dos animais em ambientes domésticos.
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