Em uma das maiores ofensivas recentes contra o crime ambiental no Pará, o Ibama concluiu, na última semana, a Operação Xapiri Mebêngôkré. Realizada em áreas remotas e de difícil acesso na bacia hidrográfica do Xingu, no sudoeste do estado, a ação desarticulou frentes ativas de mineração ilegal e gerou prejuízo estimado em R$ 33 milhões para organizações criminosas que atuam na região. A operação focou na proteção das terras indígenas (TIs) Kayapó e Kuruaya, locais onde a atividade ameaça a biodiversidade, contamina rios e põe em risco a sobrevivência dos povos originários.
À direita da imagem, em primeiro plano, está uma escavadeira hidráulica com a pá cheia de terra em um início de cava dando sinal de que foi abandonada rapidamente. A esquerda, cavas já abertas com água contaminada pelo garimpo ilegal. Ao fundo agente do Ibama analisando o local. O cenário é de destruição: terra revirada e nenhuma vegetação.
O sucesso da operação exigiu do Ibama uma engenharia logística minuciosa. Grande parte dos alvos estava localizada em áreas isoladas da Floresta Amazônica, desprovidas de acesso rodoviário e distantes de qualquer centro urbano. Para romper essa barreira geográfica, o Instituto mobilizou uma estrutura robusta de suporte:
A complexidade geográfica impôs a necessidade de aplicação do artigo 111 do Decreto Federal nº 6.514/2008, que respalda a destruição imediata dos equipamentos.
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